terça-feira, 16 de dezembro de 2008

RETROSPECTIVA DOIS MIL E SEMPRE

Estamos no período das retrospectivas. Foi a Globo que inventou isso. Todo mundo foi atrás, como em tudo e sempre. Tem até casal fazendo a restrospectiva das ações e não ações na área sexual de 2009. É uma avaliação cachorra, pois a tendência é que os anos anteriores apresentem melhor performance. Resultado dos anos de fogo da paixão, quando o amor causava os efeitos devastadores dos tsunamis. Agora é fogo brando, mormaço, menoeandropausa. Agora é portfólio de ressalvas, defeitos, ações do tempo, gravidez e gravidade. O tempo é cúmplice cruel e as retrospectivas não podem mais ser de apenas um 2009 que já vai tarde. Quando se trata de relacionamentos, melhor é que se avalie a história e tudo que ela subescreveu. As entrelinhas as vezes dizem mais.

E é nessas horas, em que cada um tenta fazer sozinho seu pitstop, que vale as reflexões mais acolhedoras. É hora de um auto-abraço, do amor próprio falar, do olhar pra dentro. Onde as sinergias não influem e nem valem velhos conceitos sobre o amor e paixão.

Que cada um tenha força e desavergonhamento para assumir recaídas, pequenos fracassos e refazer caminhos em busca de prazeres perdidos. Com todo cuidado para não misturar as fantasias, pois daqui a um ano estaremos de novo revirando as páginas desse bloquinho de notas de sempre.

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